segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Descobri que sou Coruja!

 


 

 Estava eu tranquilamente cuidando da minha vida quando apareceu uma dessas tabelas da internet perguntando: “Em qual encarnação da sua missão de vida você está?”. Pronto! Lá fui eu procurar, o glorioso ano em que este cidadão veio ao mundo. Resultado: CORUJA! Confesso que gostei! Poderia ter dado serpente, raposa ou pavão, mas deu coruja! Imaginem eu descobrindo, depois de mais de meio século, que minha missão nesta vida era outra!


 Mas comecei a ler sobre o simbolismo da coruja e a brincadeira ficou interessante! Ela representa sabedoria, observação, intuição e a capacidade de enxergar no escuro. Bah, aí comecei a me achar! Observador eu sou! Intuitivo também! E, depois de tudo que já vivi, alguma sabedoria devo ter acumulado, mesmo que de vez em quando eu ainda faça umas cagadas dignas de um adolescente! Afinal, envelhecer é obrigatório! Virar sábio em tempo integral já é querer demais!

 

 O que mais gostei foi justamente essa história de enxergar no escuro justo eu que não enxergo bem nem no claro! Mas, talvez, minha vida tenha sido um pouco assim, contrbada! Já atravessei noites em que não sabia direito para onde estava indo, tropecei, errei caminhos, perdi pessoas, recomecei e, mesmo assim, continuei procurando alguma luz! Hoje enxergo coisas que aos 20, 30 ou 40 anos eu simplesmente não conseguia ver! Talvez seja isso que o tempo faça conosco: não clareia todos os caminhos, mas ensina nossos olhos a enxergar melhor!

 

 Não sei quem inventou essa tabela e muito menos se minha missão espiritual tem alguma coisa a ver com uma coruja. Levo como uma brincadeira! Mas gostei do resultado. Se tiver que escolher um símbolo para esta altura da minha vida, fico com ela: quieta quando precisa, atenta a tudo e capaz de enxergar justamente quando a noite fica mais escura. Sim, descobri que sou Coruja! E, quer saber? Acho que ela sempre esteve aqui e eu é que ainda não tinha enxergado só pra variar é claro!

 

J.K. – 04.10.26

 

domingo, 4 de outubro de 2026

São Francisco e as pequenas coisas da vida!

 




  Hoje é dia de São Francisco de Assis! Sou devoto e fã desse santo que sempre teve um lugar especial na minha fé! E gosto da história dele justamente porque Francisco não nasceu santo. Foi jovem, gostou de festas, roupas bonitas, tinha dinheiro e sonhava grande! Até que a vida deu suas voltas e ele percebeu que talvez estivesse procurando felicidade no lugar errado! Confesso que, guardadas todas as proporções, eu me identifico um pouco com isso!


 Com o passar dos anos, também fui descobrindo que preciso de cada vez menos para ser feliz. Um café preto, uma boa conversa, minha casa em paz, uma música que gosto, um livro, minha família bem e a consciência tranquila já valem uma fortuna! A gente passa boa parte da vida querendo conquistar coisas e, depois de certa idade, começa a perceber que algumas das maiores conquistas não cabem numa conta bancária ou em um carro do ano.


 Francisco encontrou Deus nos pobres, nos doentes, nos animais, no sol, na lua, na água e na natureza! Eu também encontro Deus nas pequenas coisas da vida. Na manhã que começa, numa oração silenciosa, no vento entrando pela janela e até naquele momento em que tudo parece complicado, mas alguma força lá dentro manda continuar. Minha fé é assim: simples, meio teimosa e presente!


 Talvez seja essa a lição que São Francisco mais me toca: não precisamos abandonar tudo para entender o que realmente importa! Precisamos apenas aprender a olhar diferente para aquilo que já temos! E eu sigo tentando. Com meus defeitos, minhas manias, meus tropeços e minha fé, agradecendo a Deus por cada pequena coisa que ainda faz a vida valer a pena!


J.K. – 04.10.26

A mudança também está nas nossas mãos!

 



 Domingo, dia de São Francisco de Assis e também dia de votar! Que o nosso “santinho” ilumine não apenas os candidatos, mas principalmente nós, eleitores! Confesso que muitas vezes olho para as opções e penso que nenhuma delas me representa por inteiro. Mesmo assim, faço questão de votar! Posso estar decepcionado com a política, mas não quero abrir mão do meu direito de escolher e, principalmente, de cobrar!

 

 Tenho a sensação de que já passou da hora de renovarmos muita coisa! Vejo nomes que atravessam eleições, mandatos e décadas no poder, enquanto problemas básicos continuam esperando solução. A gente trabalha, paga impostos e espera retorno em saúde, educação, segurança, estradas e uma aposentadoria minimamente digna! E quando esse retorno não vem, não adianta apenas xingar os políticos na mesa do bar ou nas redes sociais. A urna também é lugar de dar resposta!

 

 Mas renovar, para mim, não significa simplesmente trocar todo mundo por qualquer nome novo! Significa pesquisar, conhecer, desconfiar de promessa bonita e escolher com consciência. Gente nova também pode errar, assim como experiência política não é necessariamente defeito. O que não dá é continuar votando no automático, por paixão, raiva, partido ou porque alguém mandou! O voto é nosso e a responsabilidade também!

 

 Hoje temos uma arma poderosa nas mãos, e ela não dispara bala: registra voto! Depois, não basta apertar “confirma” e esquecer por quatro anos. É preciso acompanhar, fiscalizar e cobrar! Talvez a mudança que tanto exigimos dos políticos também precise começar em nós, eleitores. Afinal, se queremos um Brasil diferente, nossas escolhas também precisam ser diferentes!

 

J.K. – 04.10.26





 

Vender também é encantar o cliente!

 



  Trabalhar com o público não é fácil! Tem dias que tudo flui e tem dias que exige uma paciência danada! Mas eu gosto desse contato! Depois de tantos anos lidando com gente, aprendi uma coisa: "ninguém gosta de sentir que estão tentando lhe empurrar alguma coisa". Ainda mais no atacado, onde o cliente sabe o que procura, faz conta e pensa bem antes de comprar.


 Para mim, a venda começa antes mesmo do cliente entrar na loja! Ela começa numa loja bonita, numa vitrine que chama a atenção e no produto bem apresentado. Mas está, principalmente, em quem atende! Um sorriso sincero, um bom dia, chamar o cliente pelo nome e ter vontade de mostrar o que ele procura. E, se precisar baixar meia loja para achar aquela peça, paciência! Faz parte!


 Talvez seja justamente aí que esteja a diferença! O cliente pode entrar por causa de uma roupa, mas é a maneira como foi tratado que ele leva junto quando vai embora! Vender é ótimo, claro! Mas melhor ainda é ouvir um “até a próxima” e saber que aquela pessoa realmente pretende voltar.


J.K. – 23.09.26



sábado, 3 de outubro de 2026

Ópera Grunkie: esperava mais de Marina Lima!

 


 Acabei de escutar Ópera Grunkie, novo trabalho de Marina Lima, no Spotify. Fui com vontade, curiosidade e, claro, carregando na memória aquela Marina que tantas vezes fez parte da trilha sonora da minha vida. Talvez esse tenha sido meu primeiro erro: esperar encontrar alguma coisa daquela mulher de Fullgás, Todas, Virgem e de tantos discos que ouvi e ainda gosto de ouvir. Não encontrei!


 Ópera Grunkie é diferente, experimental e tem uma proposta interessante, confesso! Marina mistura música, poesia, vozes, lembranças, luto e liberdade numa espécie de ópera pop dividida em atos. É um disco muito pessoal, principalmente quando toca na perda do irmão e parceiro Antônio Cicero. Entendi a proposta, respeitei a coragem de continuar experimentando depois de tantos anos de carreira, mas ela não me pegou. Faltou alguma coisa! Faltou aquela música que termina e me dá vontade de voltar imediatamente para ouvir outra vez.


 Sem contar que é preciso falar da voz! Marina nunca foi uma cantora de grandes malabarismos vocais, e talvez justamente aí estivesse parte do seu charme. Mas hoje sua voz está cada vez mais frágil, limitada, quase falada em alguns momentos. Sei que o tempo passa para todo mundo e não quero comparar uma Marina de 71 anos com a Marina dos anos 80. Seria injusto! Só que, ouvindo o disco, senti falta daquela interpretação que entrava na música e fazia a gente entrar junto.


 Não gostei muito de Ópera Grunkie. Pronto, falei! Mas uma coisa não anula a outra. Marina Lima continua tendo meu respeito, minha admiração e um lugar importante na música brasileira e na minha memória afetiva. Prefiro Fullgás? Mil vezes! Prefiro seus trabalhos antigos? Sem dúvida! Mas gosto também de ver uma artista com tantos anos de estrada ainda inquieta, fazendo o que tem vontade e sem tentar imitar a si mesma. Ópera Grunkie pode não ter me conquistado, mas merece ser escutado. Afinal, Marina continua sendo Marina!

 

J.K. – 03.10.26

Agora não tem mais jeito!

 

  


 Durante muito tempo, tentei falar contigo, mas tu nunca quiseste enxergar o que estava bem diante dos teus olhos. Eu disfarçava, mudava de assunto e fingia que estava tudo bem, carregava sozinho um sentimento que chegou sem pedir licença. Quando finalmente criei coragem para te entregar meu coração, tu o recebeste como quem ganha algo sem valor e pode abandonar em qualquer canto!


 Eu te olhava querendo ficar, enquanto tu parecias sempre pronta para partir. Mesmo percebendo tua indiferença, ainda procurei desculpas para acreditar que um dia seria diferente. Não foi! Cansei de esperar por quem não gostava de ser amada, mas nunca teve coragem de amar com a mesma intensidade. E aquilo que eu não conseguia esconder, hoje faço questão de não oferecer mais!


 Talvez um dia tu sintas falta do meu olhar, da minha presença e daquele coração que estava inteiro nas tuas mãos. Quando isso acontecer, por favor, não me procures! A vida também sabe ser vingativa e costuma ensinar tarde demais o valor daquilo que a gente desprezou. Tu tiveste tudo o que eu queria te dar! Agora não tem mais jeito: o meu coração ainda sabe amar, só não quer mais amar você!


J.K. – 11.09.26

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Quando até o clima muda as regras do jogo!

 



  Quem trabalha com moda e atacado sabe que as coisas mudara! E não estou falando apenas do mercado, das vendas mais difíceis ou de uma crise que parece não dar trégua. O próprio clima já não ajuda como antes! As estações perderam aquela lógica que a gente conhecia. Um dia faz frio, no outro calor, depois vem a chuva e, no fim das contas, tudo isso acaba refletindo diretamente nas nossas vendas.


 No atacado, isso pesa ainda mais! O lojista pensa duas vezes antes de comprar uma quantidade maior porque tem medo que o produto fique parado. E eu entendo perfeitamente! Afinal, ninguém quer investir em uma coleção de verão e descobrir, poucas semanas depois, que o calor não veio, apostar no verão e enfrentar uma sequência de chuvas e temperaturas baixas.


 Talvez por isso eu acredite que o atacado precise, cada vez mais, ser parceiro do lojista e não apenas fornecedor! É preciso oferecer mais segurança, pronta-entrega, possibilidade de reposição e, principalmente, produtos que tenham diferentes possibilidades de uso. Peças leves, versáteis e que funcionem nesse clima maluco que a gente vive por aqui.


 Também acho que precisamos parar de esperar que as coisas voltem a ser como eram! O consumidor mudou, o clima mudou e o mercado mudou também! A crise nos obriga a olhar com mais cuidado para cada compra, cada estoque e cada oportunidade! Não é fácil, mas talvez seja justamente aí que esteja a saída: aprender a ser mais rápidos, flexíveis e, principalmente, mais próximos de quem compra da gente.


 Na Serra Gaúcha, onde o frio sempre fez parte da nossa identidade e também dos nossos negócios, essa mudança fica ainda mais evidente. E, sinceramente, não vejo isso apenas como um problema! Vejo também como um convite para fazermos diferente! Quem conseguir entender este novo momento, ouvir o lojista e ajudá-lo a vender estará construindo relações muito mais fortes e duradouras.


 No fim, continuo acreditando que o comércio sempre encontra um jeito de seguir em frente! Talvez hoje a gente precise vender um pouco menos no automático e muito mais com atenção, parceria e coragem. Porque o clima pode até estar imprevisível! A nossa vontade de fazer acontecer, não!

 

J.K. – 19.09.26

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Dois ovos, um bolo e uma sobremesa!

 




  Confesso que meus últimos dias foram tri agitados! Depois de algumas cobranças e uma terça-feira meio estressante, resolvi cuidar do cidadão aqui: cabelo, barba e aquela manutenção básica para continuar apresentável perante a sociedade. À noite, já renovado, sentei para jantar meu bolinho fitness de banana com café preto, sem açúcar, quando a campainha tocou. Era a vizinha querendo dois ovos emprestados para fazer um bolo. Convidei-a para entrar e dividir o meu! Comemos metade do bolinho, tomamos café e, como toda refeição merece uma sobremesa, a sobremesa fui eu! Não me peçam detalhes porque este ainda é um blog de família!

 

 Na quarta-feira, o dia foi bem mais tranquilo! Teve oração, cabeça no lugar e alma renovada! À noite, porém, a campainha tocou outra vez: a vizinha! Desta vez apareceu com um bule de café para acompanhar a outra metade do bolo que tinha sobrado do dia anterior. Bah! Eu adorei o convite! Sentamos, conversamos, comemos o bolinho e, quando chegou a hora da sobremesa, fui eu novamente! Estou começando a desconfiar que ela nem gosta tanto assim de bolo de banana!

 

 Agora estou aqui terminando este texto diante de um dilema importantíssimo: compro outro bolinho ou finalmente desço até o apartamento dela para entregar os dois ovos que ela pediu na terça-feira? Porque, vejam bem, depois de dois dias, os ovos continuam intactos na minha geladeira! O resto da história é que sofreu algumas alterações!

 

 Talvez seja melhor levar logo esses ovos! Vai que ela resolve fazer o tal bolo e me convida para experimentar. Só espero que dessa vez ninguém confunda recheio, cobertura e sobremesa, porque aí este texto vai precisar ser publicado depois das dez da noite!

 

J.K. – 01.10.26

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

As aparências enganam!


 


 Tenho observado muito o comportamento das pessoas e confesso que algumas coisas me intrigam nelas! Tem gente que fala de Deus o tempo inteiro, frequenta missa, culto, conhece a Bíblia, faz oração e enche as redes sociais de mensagens de fé. Até aí, tudo certo! O problema começa quando aquilo que se mostra não combina com aquilo que se faz.


 Porque não adianta falar de amor e desejar o mal dos outros! Não adianta rezar e depois ferir, julgar, invejar ou prejudicar alguém. A gente pode até enganar quem está por perto e sustentar uma bela aparência por muito tempo. Mas Deus conhece aquilo que ninguém vê! Conhece nossas atitudes, nossas intenções e, principalmente, aquilo que carregamos dentro do coração.


 Também aprendi a não me impressionar tanto com a grama verde do vizinho! Nem tudo que parece perfeito é! Às vezes, a pessoa quer sempre mais, reclama do que tem e esquece que aquilo que considera pouco seria muito para alguém! Talvez esteja aí uma das grandes lições da vida: agradecer mais pelo que conquistamos e olhar menos para a dos outros!


 Eu tenho meus defeitos, peco, erro e estou muito longe de ser exemplo de santidade! Mas uma coisa procuro não esquecer: fé sem atitude vira apenas aparência! De nada adianta rezar, orar e falar de Deus se a gente não consegue respeitar, perdoar e amar o próximo. No fim das contas, posso até enganar muita gente. A Deus, não!


J.K. – 30.09.26

terça-feira, 29 de setembro de 2026

São Miguel, proteja este pecador!




  Hoje é dia de São Miguel Arcanjo! E confesso que gosto muito do significado de seu nome: “Quem como Deus?”. Para mim, já diz tudo! São Miguel é aquele que enfrenta o mal, protege e vai para a batalha. E batalha é coisa que não falta na vida da gente! Algumas são grandes, outras silenciosas e outras eu nem conto porque ainda tenho uma reputação a preservar! Ou pelo menos tento!


 Gosto muito daquela oração que começa pedindo: “São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate”! Porque tem dia em que é exatamente disso que preciso! Proteção para o que vejo, para o que não vejo e, principalmente, juízo para não me meter onde não devo! Fé, para mim, nunca foi garantia de uma vida sem problemas. É saber que, quando o bicho pega, não estou sozinho!


 E aqui no Sul ainda existe a velha história da Enchente de São Miguel! O povo associava as chuvas e cheias que costumavam acontecer perto de 29 de setembro ao dia do santo. São Miguel não abre a torneira do céu, claro! Era o jeito dos antigos observarem o tempo, os rios e a natureza. E a expressão ficou, passando de geração em geração, misturando clima, memória e fé!


 Por isso, hoje faço meu pedido! Que São Miguel me proteja das tempestades de fora e, principalmente, das que às vezes invento aqui dentro! Que me dê coragem para enfrentar minhas batalhas, sabedoria para escolher meus caminhos e proteção para continuar seguindo. E, se puder dar uma atenção especial a este pecador aqui, agradeço! Porque fé eu tenho. Agora, juízo, São Miguel vai precisar trabalhar um pouquinho mais! 


J.K. – 29.09.26

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Minha escolha!

 

 



  Durante muito tempo, o meu silêncio foi ocupado por ti! Quando eu ficava quieto, era porque alguma lembrança tua insistia em aparecer. Deitado, acordado ou distraído, eu tentava entender por que havia entregado meu coração a alguém que soube recebê-lo, mas não teve coragem de cuidar dele! Talvez tu tenhas sido apenas uma ilusão bem contada, e eu, um homem apaixonado demais para perceber a verdade!

 

 Confesso que cheguei a sentir saudades do que vivemos e até desejei que tudo acontecesse outra vez. Mas o tempo passou, as feridas fecharam e aquilo que parecia amor começou a mostrar sua verdadeira face. Hoje, quando lembro de nós, não sinto vontade de voltar. Sinto apenas vergonha de ter aceitado tão pouco de alguém a quem ofereci tanto!

 

 A minha vingança não será te procurar, cobrar explicações ou desejar teu sofrimento! Será seguir em frente, recuperar a alegria que tu quase me tiraste e ficar bem longe de ti! Um dia, talvez tu sintas saudades e queiras tudo outra vez. Nesse dia, descobrirás que me perder foi uma escolha tua, mas não te aceitar de volta será uma escolha minha!

 

J.K. – 11.09.26

 

domingo, 27 de setembro de 2026

Quando o mercado muda, a gente muda junto!

 


 


  Tenho pensado muito sobre o momento que estamos vivendo. Quem trabalha com atacado sabe que os últimos tempos não têm sido fáceis! A crise aperta, o lojista compra com mais cuidado, o consumidor pensa mais antes de gastar e, no meio de tudo isso, até o clima parece ter resolvido mudar as regras do jogo.

 

 A gente cresceu aprendendo que inverno era inverno e verão era verão! Sabíamos mais ou menos o que esperar de cada época. Hoje já não é assim! Pode fazer frio quando deveria estar quente, calor quando esperamos frio, chover quando a coleção pede sol. E, por trás de tudo isso, existe alguém que precisa tomar uma decisão: o lojista, que precisa comprar, apostar e torcer para vender.

 

 Eu me coloco muito no lugar desse lojista! Sei que, quando ele entra em uma loja de atacado, não está simplesmente escolhendo roupas. Está colocando dinheiro, trabalho e esperança dentro daquela sacola. Por isso, acredito cada vez mais que vender no atacado é também assumir uma responsabilidade! É preciso ouvir, entender o momento e ajudar o cliente a fazer escolhas mais seguras.

 

 Talvez a gente esteja vivendo o fim de uma maneira antiga de fazer negócio! E, por mais que isso assuste, também pode ser uma oportunidade! Precisamos ser mais próximos, mais rápidos e mais flexíveis. Precisamos oferecer aquilo que faça sentido para o clima que temos hoje, e não para aquele que existia anos atrás.

 

 Confesso que, mesmo diante das dificuldades, ainda gosto de acreditar! Acredito nas pessoas, no trabalho e, principalmente, na capacidade que o nosso comércio sempre teve de se reinventar. A Serra Gaúcha já passou por muita coisa e continua de pé! E nós também vamos encontrar um jeito!

 

 No fim, talvez seja isso que este momento esteja nos ensinando: não dá para controlar o clima nem todas as dificuldades do mercado. Mas podemos escolher como vamos reagir a elas. E eu prefiro continuar acreditando, trabalhando e fazendo a minha parte. Porque, no comércio, como na vida, às vezes é justamente quando tudo muda que a gente descobre uma força que nem sabia que tinha.

 

J.K. – 17.09.26

Quando Deus segura a minha mão!

 




  Nem sempre consigo entender os caminhos que a vida escolhe para mim! Já atravessei momentos em que me senti sozinho, cansado e até esquecido por Deus! Questionei, chorei e pedi respostas que não vieram. Mesmo assim, alguma coisa dentro de mim continuou dizendo para não desistir quando tudo parece perdido.


 Hoje percebo que Deus nunca esteve distante! Ele estava no abraço que me acalmou, na palavra que chegou na hora certa e na força que encontrei sem saber de onde vinha! Estava presente até nos meus silêncios, ouvindo as orações que eu não conseguia transformar em palavras.


 Sou um homem de fé! Quando o medo aperta e meu coração se inquieta, entrego minhas preocupações a Jesus e sigo em frente! Talvez eu ainda não conheça todas as respostas, mas tenho uma certeza: enquanto Deus segurar a minha mão, jamais caminharei sozinho. Obrigado, meu Deus, por estar comigo todos os dias, inclusive naqueles em que eu não consigo perceber a Tua presença!



J.K. – 11.09.26

sábado, 26 de setembro de 2026

Meu sábado, parte 5: gran finale!

 



 Depois de ajeitar a barba, chegou a hora de dar um trato no resto do cidadão! Começando pelo “Jota”, é claro! Uma aparadinha básica na vegetação porque também não quero transformar aquilo numa Floresta Amazônica esperando alguma aventureira para desbravá-la!  E já aviso: sou dos poucos sobreviventes de uma geração que ainda mantém pelos no corpo. Essa história de ficar completamente depilado nunca foi muito comigo. E, já que estamos falando nisso, também gosto do outro lado mais natureba. Claudia Ohana nos anos 80 que o diga! Amo!


 Agora, certos detalhes dos meus gostos e costumes eu vou deixar de fora porque ainda pretendo manter alguma reputação neste blog! Digamos apenas que sou um homem à moda antiga em algumas coisas e bastante moderno em outras. Quem tiver imaginação que faça bom uso dela, porque eu não vou desenhar!


 Mas chega de sexo, porque nem era esse o assunto! Ou melhor, ainda não era! A noite está apenas começando e eu tenho planos! Depois de passar o sábado inteiro limpando, lavando, cozinhando, cantando e cuidando da aparência, também mereço diversão. E quero diversão suficiente para voltar para casa cansado, descabelado e com aquela cara de quem não pretende prestar esclarecimentos! Apenas deitar o “jota” descansar já que vai estar acabado e em carne viva! Só Hipoglós na causa!


 Assim termina a saga do meu sábado! Começou com 103 quilos na balança e, se tudo correr conforme o planejado, termina com alguns pecados na consciência e um sorriso no rosto. Amanhã eu vejo o que faço com as consequências. Afinal, domingo também é dia! E que venha o domingo!


J.K. – 26.09.26

 

Meu sábado, parte 4!

 


   

   Apartamento limpo, lençóis lavados e estendidos! Agora sim, hora de relaxar um pouco, tomar mais um café preto, sem açúcar, é claro, e pilotar o fogão. No cardápio de hoje: arroz branco, daquele agulhinha que eu adoro, franguinho com milho verde e uma saladinha de tomate com cenoura crua. Almoço perfeito! Ou quase...


 Porque eu juro que não aguento mais comer frango! Com o preço da carne do jeito que está, para onde quer que eu olhe tem o bendito galetinho: cozido, assado, grelhado, à milanesa e de todas as formas possíveis e imagináveis. Se continuar assim, daqui a pouco inventam frango de sobremesa!

 

 Mas preciso confessar: meu almoço ficou delicioso! E olha que eu me considero um pequeno desastre na cozinha. Só que, de vez em quando, eu me supero, e hoje foi um desses dias! Vocês não sabem o que perderam não almoçando comigo e ficando apenas com estes relatos. De sobremesa, passas de banana, que eu adoro! E depois, claro, mais uma caneca de café preto para ajudar na digestão.


 Louça na máquina e chegou a hora de fazer a barba. Para variar, tirei um pedaço onde não devia! Nunca consigo ajeitar a bendita sem deixá-la meio aleijada. Resultado: vou ter que deixar tudo bem curtinho! Estou quase o Brutus, aquele do Popeye. E tem uma curiosidade: apesar da idade, minha barba continua bem escura, quase azulada! Só agora começaram a aparecer os primeiros fios brancos. Pelo menos alguma coisa neste sábado ainda resiste bravamente! 


Continua...


J.K. – 26.09.26

Meu sábado, parte 3!

 


 


 Limpar a casa até que não é tão ruim. Agora, tirar o pó acaba comigo! E tem uma coisa que eu juro que não consigo entender: a semana inteira choveu, fez frio e eu praticamente não abri as janelas do apartamento. Então alguém me explica por onde entrou todo esse pó sem-vergonha? Porque convite meu ele não recebeu!


 E por falar em ficar meio “chapado”, dessa vez a culpa não foi do pó, mas do cheiro da tinta da pintura do prédio! Teve uma hora em que olhei para aquele andaime e quase tive vontade de me pendurar junto com os pintores, plantar bananeira e sair voando pelo quarto andar! Felizmente, resisti às alucinações. Acho que está na hora de abrir outra janela. Do outro lado do apartamento, é claro!


 Para completar a cena, minha playlist resolveu viajar no tempo e apareceu Perla! A cantora paraguaia que mora há uma eternidade no Brasil e continua com aquele sotaque que eu adoro. E aquelas versões maravilhosamente improváveis de grandes sucessos? Pior é que eu sei cantar todas! Foi aí que o aspirador deixou de ser aspirador e virou microfone.


 Resultado: casa sendo limpa, prédio sendo pintado e eu cantando Perla no meio da sala como se estivesse num especial de televisão dos anos 80! Os vizinhos que lutem! A faxina ainda não terminou e, pelo andar da carruagem, muita coisa pode acontecer.

Continua...

J.K. – 26.09.26

Meu sábadi, parte 2!


 


A fome era tanta que aqueles dois ovos na casquinha não fizeram nem cócegas no meu estômago! Confesso que comeria uma dúzia tranquilamente, mas não posso e, principalmente, não devo. Que tristeza! Mal comecei a operação “menos J.K. na balança” e já estou sofrendo. Ninguém me avisou que 103 quilos sentiriam fome tão rápido!


Depois desse café da manhã nada satisfatório e com minha felicidade cortada pela metade, resolvi começar a limpar a casa. E eis que surge outra surpresa: estão pintando o prédio! Justamente na área de serviço onde eu tinha acabado de estender meus lençóis de soft. Resultado: recolhe roupa, fecha janela e muda os planos. O sol que faça a parte dele agora!


E tem uma coisa muito estranha nisso tudo: morar no quarto andar e, de repente, olhar pela janela e dar de cara com um homem pendurado do lado de fora! Por alguns segundos, a gente não sabe se dá bom dia, oferece café ou chama a polícia! Depois do susto, voltei à realidade porque ainda tinha o pior pela frente: aspirador, pó, pano molhado, cozinha e banheiro!

Essa vida de “Creuzo”, doméstico sem carteira assinada, sem salário, sem vale-refeição e sem direito a férias, me cansa! Mas já que não tenho dinheiro para contratar uma faxineira, resta aumentar o volume da música e encarar o serviço. Faxinar é preciso! Gostar já é outra história. Fui, mas volto!


Continua...


J.K. – 26.09.26

Meu sábado, parte 1!


 



 Sábado de manhã e eu curtindo minha folga do jeito que gosto: música, café preto e sem pressa! Como o dia amanheceu com sol e calor, abri todas as janelas do apartamento. Hoje é dia de deixar o sol entrar, renovar o ar e, quem sabe, mandar embora alguma energia que esteja sobrando por aqui. Para ajudar, acendi um incenso! Mal não faz!


 Primeira tarefa do dia: trocar os lençóis, porque sábado é dia de cama limpa! Como eu ainda estava usando os de soft, coloquei tudo para lavar em duas etapas. E enquanto a máquina trabalha, o som fica por minha conta. Volume alto logo cedo para enlouquecer um pouquinho os vizinhos! Afinal, hoje pode!


 Mas a paz acabou quando resolvi subir na balança. Quase enfartei! Olhei uma vez, olhei de novo e nada daquele número diminuir. Nem minha conta bancária tem tantos números! Estou com roliços 103 kg. O alarme biológico disparou na hora: fechar a boca e voltar para a nutricionista. Consulta já remarcada para terça-feira! Socorro!


 E o café da manhã? Dois ovos moles, na casquinha, e duas canecas de café preto, sem açúcar. Aqui entre nós, ovo assim tem gosto de infância! Eu adoro! Pelo menos comecei a operação “menos J.K. na balança” com dignidade. Agora vamos ver até onde vai essa determinação!  Continua...



J.K. – 26.09.26

 

Precisamos continuar vendendo!

 




 Não vou dizer que está fácil, porque não está! Quem trabalha no atacado sente isso todos os dias. O frio não vai embora, a chuva atrapalha, os temporais assustam e a primavera chegou com jeito de inverno. Para completar, a economia anda devagar e o lojista está mais cauteloso. Compra menos, pensa mais e faz conta antes de decidir.


 Só que esperar tudo melhorar para depois vender não me parece uma boa saída! É justamente quando o mercado aperta que precisamos trabalhar diferente! Nosso cliente também tem medo de errar! Ele olha o estoque, o movimento da loja e pensa duas vezes antes de colocar dinheiro em mercadoria! Então, talvez seja hora de vender menos promessa e oferecer mais segurança! Mostrar o que pode girar, montar um mix inteligente e ajudar esse lojista a comprar aquilo que realmente faça sentido para o negócio dele.


 E é aí que eu vejo o papel de toda uma equipe. Precisamos estar perto dos lojistas, compradores e guias. Conversar, ouvir, mostrar novidades e buscar alternativas juntos. Não podemos mandar no tempo nem resolver a economia, mas podemos pegar o telefone, chamar aquele cliente, apresentar uma peça nova e criar motivos para ele vir até aqui. Cliente não aparece por milagre! A gente precisa ir atrás!


 Eu continuo acreditando no atacado! Talvez seja preciso trabalhar mais para conseguir o mesmo resultado de outros tempos. Faz parte! Cautela é necessária, mas ficar parado esperando a maré virar não combina com a gente. Enquanto tiver cliente para procurar, novidade para mostrar e negócio para fazer, precisamos continuar vendendo!


J.K. – 23.09.26


 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

A porta continua sendo a serventia da casa!



 

Eu demorei, mas aprendi uma coisa: não preciso esquecer o que me fizeram para seguir em frente! Lembro muito bem das palavras, das atitudes e, principalmente, das vezes em que fiquei sozinho tentando entender aquilo que não tinha explicação. Sofri, chorei escondido e ainda inventei desculpas para quem não merecia nenhuma até que cansei!

 Hoje estou bem! Foi difícil chegar até aqui, mas eu cheguei! Por isso acho até engraçado quando alguém do passado resolve reaparecer com aquela naturalidade, como se pudesse simplesmente retomar ao lugar que abandonou. Não funciona assim comigo! Meu coração pode até ser meio trouxa de vez em quando, mas ele também aprende!


 E não quero vingança, discussão nem pedido de desculpas atrasado! Tudo o que eu quero é distância! A melhor resposta que consegui dar foi voltar a sorrir sem precisar de quem me fez sofrer! Então, se algum dia pensares em voltar, poupa teu tempo e o meu! A porta continua sendo a serventia da casa, só que, desta vez, é para sair!


J.K. – 25.09.26