Sempre tive minha
fé, minhas devoções e minhas conversas particulares com o céu. Tenho meus
santos de estimação, aqueles a quem recorro quando a vida aperta, quando preciso
agradecer ou simplesmente quando sinto vontade de fazer uma oração. Não
sou exemplo de santidade, muito pelo contrário! Tenho meus pecados,
minhas teimosias e algumas atitudes que certamente dariam trabalho até para São
Pedro. Mas acredito em Deus, na força da oração e nessa proteção que nem sempre
conseguimos explicar!
Neste Dia de Todos os Santos,
gosto de pensar também naqueles que nunca tiveram uma imagem numa igreja, uma
vela acesa ou uma oração com seu nome. Gente simples, que passou pela vida
fazendo o bem sem esperar aplausos. Pessoas que acolheram, dividiram o pouco
que tinham, ofereceram um abraço na hora certa e fizeram a diferença na vida de
alguém. Talvez a santidade esteja muito mais perto de nós do que
imaginamos!
Confesso que, com o passar dos anos, minha fé
mudou um pouco. Hoje peço menos coisas materiais e agradeço mais. Peço saúde,
proteção para minha família, serenidade para enfrentar os dias difíceis e
sabedoria para não perder tempo com aquilo que não merece minha atenção. Também
converso, em pensamento, com pessoas queridas que já partiram. Não sei explicar
como funciona essa ligação, mas gosto de acreditar que o amor não termina
quando alguém vai embora!
E se existe algo que aprendi nesses meus
sessenta anos é que ninguém precisa ser perfeito para fazer o bem!
Eu mesmo continuo cheio de defeitos, alguns já bastante antigos e difíceis de
corrigir! Mas procuro manter o coração no lugar, reconhecer meus erros e não
perder a capacidade de me emocionar com as coisas simples. Neste dia, minha
oração é de gratidão por todos os santos do céu e por aquelas pessoas boas que
Deus colocou no meu caminho. Algumas continuam aqui. Outras viraram
saudade. Todas, de alguma maneira, deixaram um pouquinho de luz na minha vida!
J.K.- 01.11.2
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