Você conseguiu uma proeza rara: me fazer experimentar o pacote completo. Teve fase em que eu andava sorrindo sozinho, lembrando das tuas mensagens no meio do dia. E teve fase em que eu olhava pro teto às duas da manhã tentando entender como a mesma pessoa que me levantava também conseguia me desmontar com tanta eficiência.
A verdade é que a gente começou afinado, ou eu achei que começou! Eu estava tocando uma melodia tranquila, acreditando que finalmente tinha
encontrado parceria de palco. Só que, no meio do caminho, você resolveu mudar o
ritmo e eu fiquei ali, dançando sozinho, tentando adivinhar qual era o novo passo
sem levar pisão no orgulho.
Te amei do jeito mais honesto que eu sei, ou seja: sem manual, sem truque,
sem joguinho estratégico. Mas chegou uma hora em que percebi que você nunca
estava satisfeita! Quando dizia que não era feliz, eu quase pedia revisão técnica
do relacionamento! Fui conferir se tinha esquecido aniversário, elogio ou
atenção extra! Mas, no fundo, eu sabia: não era erro de execução, era
incompatibilidade de trilha sonora.
Eu sou intenso, mas sou estável! Você parecia gostar do drama, da
reviravolta, do frio na barriga permanente enquanto eu queria parceria; você queria
emoção em alta rotação. E não dá pra viver num eterno teste de resistência
emocional sem pelo menos um intervalo comercial.
Hoje eu olho pra trás e vejo que não foi falta de sentimento, foi falta de sintonia! Eu não sou o personagem que você idealizou, e você definitivamente não era a calmaria que eu precisava! Às vezes, duas pessoas boas simplesmente não dançam no mesmo compasso. Mas, tá tudo bem! Melhor admitir que o ritmo não encaixa do que insistir numa música que já desafinou faz tempo. 🎵😌
J.K – 16.02.26

