Outro dia uma amiga me pegou desprevenido com aquela pergunta que parece simples, mas entrega mais da gente do que terapia: “Se tu fosse uma planta, qual seria?” Nem pensei! Respondi rápido, convicto, quase com orgulho: um cacto! Sim, um cacto! E não, não é falta de autoestima, é experiência de vida mesmo.
Cacto é prático! Não exige atenção constante, não faz drama se você some por uns dias e não fica
de mal porque esqueceu de regar. Uns pingos d’água, um solzinho honesto e
pronto: ele segue ali, vivo, digno e fazendo o possível com o que tem. Me senti
representado.
E antes que alguém
diga “ah, mas cacto é seco”, deixa eu explicar: seco é quem desiste! O cacto só
aprendeu a economizar energia, emoções e paciência. Ele sabe que não dá pra
desperdiçar tudo com qualquer clima ruim que aparece. Sabedoria pura!
Agora, vamos falar
dos espinhos! Porque ninguém vira cacto à toa! Espinho não é agressividade, é
autoproteção! É o famoso “sou gente boa, mas não me testa”! Serve pra manter
distância de quem chega sem pedir licença e acha que pode pegar no vaso sem
consequências.
O mais bonito é
que, mesmo no meio do deserto emocional, o cacto ainda floresce. Às vezes do nada,
quando ninguém espera! Uma flor absurda de linda, só pra provar que por dentro
ainda tem sensibilidade, só não é pra qualquer um.
Então é isso! Se eu
fosse uma planta, seria um cacto: resistente, adaptável, econômico nos afetos,
cheio de espinhos estratégicos e com uma flor escondida que aparece só quando o
ambiente merece. Regue com cuidado! Ou melhor: não regue demais. 😌🌵
J.K - 24.01.26

